Interim Management
Gestão de Transição

O que é

A expressão “Interim Management“, a mais comummente utilizada para designar esta prática, não tem equivalente em português. A sua tradução direta – Gestão Interina – pode dar a ideia de que falamos da nomeação de um quadro da empresa para uma função interina, o que não é o caso.

Em francês, a prática é designada por “Management de Transition”, cuja tradução para português – Gestão de Transição – preferimos utilizar por nos parecer mais objetiva.

Assim, ‘Interim Management’ ou ‘Gestão de Transição’ é uma prestação de serviço com três características fundamentais: 

  1. Contratação temporária de executivos ou gestores altamente experientes para liderar organizações durante períodos de mudança, crise ou transição. 
  2. Foco em desafios específicos, como reestruturação empresarial, lacunas de liderança, fusões, cisões ou melhoria de desempenho.
  3. Transferência de conhecimento para capacitar o Cliente a operar de forma autónoma após a implementação do modelo acordado, garantindo uma transição bem sucedida e a saída planeada do Gestor de Transição no término do prazo estipulado.

Gestão de Transição vs. Consultoria

De uma forma geral, um Gestor de Transição pode prestar serviços de Consultoria e vice-versa. A diferença entre estes dois serviços pode ser explicada nas seguintes vertentes:

 

Execução

  • Gestores Interinos assumem papéis de liderança dentro da organização, tomando decisões e executando estratégias como parte da equipa de gestão. Têm responsabilidade operacional direta.
  • Consultores de Gestão analisam a situação da empresa, fornecem recomendações e aconselham a liderança, mas, geralmente, não assumem o controle direto das operações.

Responsabilidade

  • Gestores Interinos são totalmente responsáveis pelos resultados e pela implementação das mudanças, sendo frequentemente avaliados por indicadores-chave de desempenho (KPIs).
  • Consultores são responsáveis por fornecer insights e orientações estratégicas, mas a execução geralmente fica a cargo da equipa interna da empresa.

Duração e Envolvimento

  • Gestores Interinos são incorporados à organização por um período determinado (geralmente de alguns meses a alguns anos) e atuam como parte da equipa de liderança da empresa.
  • Consultores trabalham, na maioria das vezes, em projetos, operando externamente em vez de ocupar uma posição de gestão interna.

Base Contratual

Por norma, o Interim Management / Gestão de Transição é formalizado através de um Contrato de Prestação de Serviço, sendo este o modelo mais adequado para esse tipo de atividade.

 

No entanto, em algumas circunstâncias, pode ser necessário recorrer a uma alternativa. Nestes casos, a opção mais indicada é o Regime de Comissão de Serviço, que se estabelece por meio de um Contrato de Trabalho específico.

 

Ambas as modalidades oferecem duas garantias essenciais ao Cliente:

  1. O caráter temporário da prestação do serviço, um princípio fundamental do Interim Management.
  2. A inexistência de qualquer obrigação legal de integrar o Gestor nos seus quadros após o término do período estabelecido.

Fatores Críticos de Sucesso

Para que a Missão de um Gestor de Transição possa ter sucesso, é fundamental ter em atenção os seguintes factores:

 

Alinhamento Claro de Objetivos e Expectativas

É essencial que tanto o Gestor quanto o Cliente tenham um entendimento comum dos objetivos, âmbito e resultados esperados do projeto. Qualquer desalinhamento pode levar a insatisfações e mal-entendidos.

Para tal, têm de ser definidos objetivos específicos e mensuráveis desde o início, assim como acordados entregáveis e prazos.

 

Existência de um Mandato de Gestão

O Gestor de Transição é um quadro superior da empresa. Deve, por isso, ter os instrumentos de gestão necessários à sua missão ao seu dispor durante a prestação do serviço.

O mandato que confere esses poderes tem de estar claro desde o início do serviço.

 

Gestão das Expectativas dos Stakeholders

Os Gestores de Transição vão trabalhar com diversos stakeholders (colaboradores, directores, administradores, clientes, etc.), cujas expectativas, diferentes, devem ser geridas para garantir alinhamento e minimizar surpresas.

O papel e os objetivos do Gestor de Transição deve ser comunicado claramente a todos os stakeholders desde o início e deve ser mantida uma comunicação regular para lidar com eventuais preocupações emergentes.

 

Entrega de Resultados e Cumprimento de KPIs

O Gestor de Transição deve focar-se na entrega de resultados mensuráveis, alinhados às expectativas do Cliente, por forma a demonstrar o seu valor dentro do prazo acordado.

Devem ser acordados com o Cliente Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs), que devem ser avaliados regularmente.

 

Plano de Transição Claro e Transferência de Conhecimento

O Clientes precisa de ter a certeza de que as mudanças implementadas durante o período interino serão sustentáveis após a saída do Gestor de Transição.

Deve ser desenvolva e executada uma estratégia de saída estruturada que inclua a transferência de conhecimento e formação das equipes internas, de forma a garantir que quaisquer sistemas ou processos implementados possam ser mantidos.